Proposta por Zé do Bode, Câmara de Parauapebas aprova Moção de Solidariedade à família de vítima de acidente na PA-160
Os vereadores da Câmara Municipal de Parauapebas aprovaram a Moção de Solidariedade nº 27/2026, de autoria de Zé do Bode (União), que manifesta o profundo pesar do Legislativo pelo falecimento do motociclista Carlos Henrique Osterman, de 37 anos, vítima de um trágico acidente ocorrido na sexta-feira (17/04), na rodovia PA-160.

Zé do Bode (União)
A proposição, aprovada por unanimidade na sessão realizada quinta-feira (23), não apenas presta condolências aos familiares, mas também levanta um debate urgente sobre a segurança viária e as condições da malha asfáltica no município.
A trágica perda
De acordo com o relato contido na moção, Carlos Henrique conduzia sua motocicleta nas proximidades do Residencial Alto Bonito quando, ao tentar desviar de um buraco na via, perdeu o controle do veículo e caiu. A queda resultou em um grave impacto na região da cabeça.
Apesar de ter sido prontamente socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o trabalhador não resistiu à gravidade dos ferimentos. "A perda de Carlos Henrique é mais do que uma tragédia individual, é um retrato doloroso de uma realidade que vem se repetindo em nosso município. Um trabalhador, um cidadão que saiu de casa e não retornou, tendo sua vida interrompida", lamentou Zé do Bode em sua justificativa.
Alerta sobre a precariedade das vias
O vereador ressaltou que o episódio reacende o alerta sobre as precárias condições das vias públicas de Parauapebas, onde motoristas e motociclistas enfrentam diariamente buracos espalhados por ruas e rodovias, convivendo com riscos constantes de acidentes.
Zé do Bode destacou que este tipo de acidente não é um caso isolado e lembrou que esta é a segunda morte registrada em um curto intervalo de tempo com circunstâncias idênticas.
O parlamentar citou o caso de Diego Matos de Alencar, falecido em 26 de março no bairro Jardim Canadá, também vítima de um acidente provocado por buracos na via pública. "Duas vidas perdidas. Duas famílias destruídas. Dois episódios que evidenciam a urgência de medidas concretas por parte do Poder Público", ressaltou.
Clamor por providências urgentes
Diante das tragédias, Zé do Bode enfatizou que a referida moção, além de expressar solidariedade e condolências à família e amigos enlutados de Carlos Henrique, também traduz o sentimento de indignação da sociedade, que clama por ações eficazes para recuperação das vias de Parauapebas.
“Que a dor dessas famílias não seja em vão. Que sirva de alerta e de impulso para que providências urgentes sejam adotadas, a fim de evitar que novas tragédias como esta continuem acontecendo”, concluiu Zé do Bode.
Com a aprovação, a Câmara Municipal de Parauapebas envia oficialmente seus votos de força e conforto à família de Carlos Henrique neste momento de dor.
Solicitações e cobranças
Na mesma sessão, Zé do Bode apresentou duas indicações e dois requerimentos, com solicitações nas áreas da saúde e infraestrutura, e cobranças por informações.
Com foco no bem-estar estudantil, na Indicação nº 231/2026, o vereador solicitou à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) a intensificação das campanhas de vacinação contra a influenza nas escolas municipais. A preocupação do parlamentar recai sobre o "inverno amazônico", período pluvial em que as doenças respiratórias se tornam mais comuns.
No campo da infraestrutura, Zé do Bode apresentou a Indicação nº 232/2026, que cobra um mapeamento completo nos bairros Vale do Sol, Residencial Ipê, Tropical e Ipiranga. O objetivo é identificar as carências mais críticas de cada localidade para promover manutenções urgentes e melhorias na malha urbana.
Já no Requerimento nº 137/2026, o vereador exigiu que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) apresente informações detalhadas e um cronograma de providências para solucionar problemas estruturais nas escolas da rede municipal.
Por fim, Zé do Bode cobrou, no Requerimento nº 138/2026, dados sobre a necessidade de realização de uma reforma administrativa. O pedido é motivado por obrigações assumidas pelo município em Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e de Gestão (TAG) firmados entre 2025 e 2026.
“A falta de reforma administrativa, diante das obrigações formalmente assumidas perante órgãos de controle, pode caracterizar quadro de omissão administrativa estrutural, especialmente se o município permanecer adotando medidas pontuais sem promover adequação permanente da estrutura pública às exigências legais e fiscais assumidas”, alertou.
As quatro proposições foram aprovadas e, posteriormente, encaminhadas para análise e providências do Poder Executivo.
Texto: Nayara Cristina / Foto: Renato Resende (AscomLeg 2026)
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