Vereadores rejeitam veto parcial do Executivo ao Plano Plurianual 2026–2029
O Poder Executivo encaminhou à Câmara Municipal o veto parcial ao Projeto de Lei nº 183/2025, referente ao Plano Plurianual (PPA) 2026–2029. A decisão consta no Ofício nº 122/2026, datado de 13 de janeiro de 2026, e atingia dezenas de emendas parlamentares, abrangendo áreas como saúde, assistência social, segurança alimentar e políticas públicas voltadas às mulheres. Segundo o Executivo, as emendas apresentavam inconstitucionalidade e contrariavam o interesse público.
Motivações do vetoNa mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito argumenta que o Plano Plurianual é uma lei de iniciativa exclusiva do Executivo, o que limita a atuação dos vereadores na inclusão de novas ações. Embora as emendas parlamentares sejam permitidas, o documento esclarece que elas não podem criar programas, estruturas administrativas ou gerar aumento de despesas sem a devida previsão técnica e orçamentária.
Entre os principais pontos apontados estão: vício de iniciativa, quando o Legislativo propõe ações de competência exclusiva do Executivo; criação de despesas sem fonte definida de recursos; interferência direta na organização da administração pública; e ausência de alinhamento com planos já existentes, como o Plano Municipal de Saúde. O texto também ressalta que essas intervenções podem violar o princípio da separação dos poderes e comprometer o planejamento estratégico da gestão municipal.
Emendas vetadas
Entre as propostas barradas estavam iniciativas consideradas socialmente relevantes, mas que demandam planejamento técnico e financeiro: implantação de unidade móvel de saúde mental, construção de hospital materno-infantil e policlínica municipal, criação de unidade de hemoterapia, implantação de centro de referência para pessoas com TEA, além de restaurante popular e novos programas de transferência de renda.
O Executivo justificou que tais ações não podem ser implementadas por meio de emendas ao PPA, pois requerem estudos técnicos, planejamento financeiro e definição do modelo de gestão.
Destaques e votação
Durante a sessão, a vereadora Maquivalda Barros (PDT) apresentou um requerimento de destaque relacionado a cinco emendas vetadas (nº 121, 122, 123, 127 e 128), sugerindo que os vetos a essas emendas fossem mantidos.
O relator do projeto que analisava o veto, vereador Francisco Eloecio (PSDB), informou que as comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento recomendaram a rejeição de parte dos vetos.
Na votação final, os vereadores rejeitaram unanimemente o veto nº 01/2026, exceto pelas matérias incluídas no destaque de Maquivalda Barros, seguindo orientação da procuradoria. Com isso, a maioria das emendas parlamentares voltou a integrar o Plano Plurianual 2026–2029, consolidando as prioridades definidas pelo Legislativo para os próximos anos.
Texto: Josiane Quintino / Fotos: Renato Resende (AscomLeg 2026)
Na votação final, os vereadores rejeitaram unanimemente o veto nº 01/2026, exceto pelas matérias incluídas no destaque de Maquivalda Barros, seguindo orientação da procuradoria. Com isso, a maioria das emendas parlamentares voltou a integrar o Plano Plurianual 2026–2029, consolidando as prioridades definidas pelo Legislativo para os próximos anos.
Texto: Josiane Quintino / Fotos: Renato Resende (AscomLeg 2026)
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