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Zé do Bode solicita UPA e Policlínica para a VS-10 e exige transparência em contratos de segurança, saúde e educação

Duas indicações e três requerimentos foram apresentados pelo vereador Zé do Bode (União) na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas de terça-feira (5). As matérias buscam descentralizar o atendimento de saúde para o Complexo VS-10 e melhorias no trânsito, além de cobrar transparência em contratos e gastos das secretarias de Segurança Institucional (Semsi), de Saúde (Semsa) e de Educação (Semed).

  • Publicado: Quinta, 14 de Mai de 2026, 11h18
  • Última atualização em Quinta, 14 de Mai de 2026, 13h09

Zé do Bode (União)

Saúde: UPA e Policlínica no Complexo VS-10
Com o crescimento populacional acelerado da região da VS-10, Zé do Bode apresentou a Indicação nº 279/2026, solicitando que a prefeitura realize um estudo de viabilidade para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de uma Policlínica na localidade.

Atualmente, moradores do complexo precisam se deslocar até a Policlínica localizada no bairro Beira Rio ou à UPA do bairro Cidade Jardim. "A realidade vivida por esses moradores é de grande vulnerabilidade logística, uma vez que muitos não possuem transporte próprio e enfrentam dificuldades até mesmo para conseguir corridas por aplicativos. Isso faz com que, em situações de necessidade, os moradores tenham que praticamente atravessar a cidade para conseguir atendimento”, relatou o vereador.

Infraestrutura: Ponte da PA-160 e transparência em obras
Na área de infraestrutura, Zé do Bode apresentou a Indicação nº 280/2026, cobrando a conclusão imediata das obras de recuperação da ponte na Rodovia PA-160 e do semáforo no cruzamento com a PA-275. O parlamentar foi além da solicitação de obra e exigiu também que a prefeitura divulgue os valores investidos, o nome da empresa responsável e o cronograma atualizado, uma vez que os atrasos têm gerado transtornos severos ao trânsito.

“A ponte em questão constitui importante eixo de mobilidade urbana, interligando bairros populosos e áreas estratégicas do município. Qualquer intervenção nesse local exige planejamento rigoroso, celeridade na execução e transparência absoluta quanto aos atos administrativos praticados”, enfatizou.

Fiscalização da Segurança, Saúde e Educação
Zé do Bode apresentou três requerimentos. Por meio do Requerimento nº 171/2026, ele solicitou um relatório detalhado dos gastos realizados via suprimento de fundos pela Semsi nos anos de 2025 e 2026.

Segundo o vereador, a pasta está funcionando por meio de “gambiarras” contábeis, gastando dinheiro com o que chamam de “suprimento de fundo para cobrir despesas miúdas”. O parlamentar explicou que a finalidade do suprimento de fundos são despesas eventuais, aqueles gastos imprevistos e urgentes, como reparos inadiáveis.

“Mas as eventualidades e as urgências na gestão de Aurélio Goiano e, sobretudo, na Semsi chamam atenção porque, desde 2025, tudo tem sido urgente e emergencial”, afirmou.

Em seguida, Zé do Bode cobrou à Semsa, no Requerimento nº 172/2026, cópias integrais dos contratos e comprovantes de pagamentos feitos à empresa Rocha Clínica Médica Ltda (Clínica Popular) nos últimos dois anos. De acordo com o vereador, em 2025 e 2026 já foram realizados pagamentos à referida empresa que ultrapassam R$ 3 milhões.

“A saúde pública municipal enfrenta desafios permanentes, como filas para exames, demora em consultas especializadas, limitações estruturais e necessidade de ampliação da cobertura assistencial. Diante disso, é indispensável que toda contratação privada realizada com recursos públicos demonstre, de forma objetiva e documental, resultados concretos para a população, com comprovação efetiva dos atendimentos prestados, quantitativos executados, regularidade técnica e compatibilidade entre valores pagos e serviços entregues”, justificou.

Por fim, no Requerimento nº 185/2026, Zé do Bode solicitou informações sobre a aplicação dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no exercício de 2025. O vereador quer saber se as verbas federais destinadas à merenda das crianças de Parauapebas foram aplicadas corretamente, tendo em vista que, segundo dados do Portal da Transparência, o Ministério da Educação (MEC) repassou R$ 6,1 milhões para o município, enquanto a prefeitura informou que foram gastos apenas R$ 758,6 mil com o lanche dos alunos.

“Há inúmeros relatos de falta de merenda em algumas escolas ou ‘tem isso, mas falta aquilo’, o que difere do discurso e da propaganda institucional, sem contar que os meios utilizados para comprar a merenda são para lá de duvidosos, com alto teor de direcionamento e superfaturamento”, pontuou.

Denúncias
As cinco proposições de Zé do Bode foram aprovadas e encaminhadas para o Poder Executivo. As indicações seguem como sugestões para análise de viabilidade, enquanto os requerimentos devem ser respondidos em até 15 dias pelas Secretarias de Saúde, Educação e Segurança. O vereador ressaltou que, caso não receba as informações solicitadas, fará denúncias junto aos órgãos de fiscalização nas esferas estadual e federal.

Texto: Nayara Cristina / Foto: Renato Resende (AscomLeg 2026)

 

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