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Zé da Lata sugere medidas para inclusão de ostomizados e qualificação de jovens para o mercado de trabalho

O vereador Zé da Lata (Avante) apresentou duas indicações na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas, realizada na terça-feira (24). As matérias focam no respeito à dignidade de pessoas com condições clínicas específicas e na preparação da juventude para as demandas das cadeias produtivas da região.

  • Publicado: Terça, 03 de Março de 2026, 11h43

Zé da Lata (Avante)

Sanitários adaptados para ostomizados
Na Indicação nº 44/2026, o vereador solicitou ao Poder Executivo a instalação de sanitários adaptados para pessoas ostomizadas nos prédios públicos de Parauapebas. A medida atende cidadãos que passaram por cirurgias para a confecção de estomas (como colostomia, ileostomia ou urostomia) e que necessitam de uma estrutura diferenciada para a higienização e troca da bolsa coletora.

Zé da Lata ressaltou na proposta que os banheiros convencionais, inclusive os destinados a Pessoas com Deficiência (PcD), não atendem plenamente a esse público, o que gera constrangimentos e limita o direito de ir e vir.

A estrutura dos banheiros adaptados para ostomizados sugerida pelo parlamentar deve conter:

• Equipamentos específicos: vaso sanitário com ducha higiênica e dispositivo para limpeza da bolsa;
• Apoio físico: bancada de apoio, pia interna ao box e espelho inclinado;
• Higiene e identificação: lixeira com tampa e pedal, além de sinalização específica no local.
“Trata-se de medida de inclusão social, respeito e humanização do serviço público, alinhada aos princípios constitucionais e à política nacional de acessibilidade prevista na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência”, argumentou o vereador.

Mentoria e cursos técnicos estratégicos
Visando combater o desemprego entre os jovens, Zé da Lata propôs, por meio da Indicação nº 45/2026, a criação de um programa municipal de mentoria e cursos técnicos voltados para o público de 16 a 24 anos. A iniciativa busca resolver um paradoxo local: a existência de vagas nas mineradoras e terceirizadas que não são preenchidas por falta de formação específica da mão de obra parauapebense.

A proposta foca em áreas ligadas à nova matriz tecnológica e econômica, como:
• Capacitação técnica: manutenção de sistemas automatizados, logística digital e gestão de suprimentos;
• Competências comportamentais: formação em ética, liderança e inteligência emocional.

“O impacto socioeconômico é direto: ao priorizar a mão de obra local, a renda gerada circula dentro do município, fortalecendo o comércio nos bairros e reduzindo a saída de recursos para outras regiões. Além disso, a ocupação produtiva da juventude contribui para a redução da vulnerabilidade social e da criminalidade, tornando-se uma política de inclusão e segurança pública”, justificou.

A sugestão de Zé da Lata é para que o programa seja articulado pelas secretarias municipais de Juventude (Sejuv) e Desenvolvimento (Seden), em parceria com o Sistema S (Senai/Senac) e o setor privado.

“Investir no primeiro emprego é transformar o royalty mineral em capital intelectual permanente, garantindo que a riqueza gerada pela mineração se converta em oportunidades reais para nossa juventude”, concluiu.

Ambas as indicações foram aprovadas e encaminhadas para a análise de viabilidade técnica e financeira do Poder Executivo.

Texto: Nayara Cristina / Foto: Paula Gastão (AscomLeg 2026)

 

 

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