Alex Ohana cobra informações sobre transporte de acamados, Projeto Alemão da Vale e sobrecarga da UBS Cidade Nova
Três requerimentos foram apresentados pelo vereador Alex Ohana (PDT) na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas realizada nesta terça-feira (27). As matérias fiscalizam serviços essenciais de saúde e os impactos socioambientais decorrentes de empreendimentos minerários no município.

Alex Ohana (PDT)
Transporte de pacientes acamados do Programa "Melhor em Casa"
Por meio Requerimento nº 447/2026, Ohana cobrou da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informações e documentos acerca da disponibilidade de ambulância e do transporte dos pacientes do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD – Programa Melhor em Casa).
Segundo o vereador, a proposição foi motivada por denúncia de paciente usuário do SAD que, após cirurgia por fratura de fêmur, não dispôs de ambulância para comparecer ao seu retorno no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) e do relato de que o serviço estaria sem ambulância há mais de duas semanas.
Diante da situação, o parlamentar pede esclarecimentos sofre a frota vinculada ao serviço, situação operacional dos veículos, histórico de aquisição de ambulância, contratos de locação de veículos e de remoção de pacientes, fluxo de transporte eletivo e de urgência, execução das emendas impositivas destinadas à aquisição de ambulâncias e medidas de recomposição.
“Quando um paciente em atendimento domiciliar precisa se deslocar para uma consulta, exame ou retorno médico indispensável à continuidade do tratamento, o município deve garantir os meios necessários para esse deslocamento. Afinal, não basta oferecer o tratamento em casa se o paciente não consegue chegar ao serviço de saúde responsável por dar continuidade ao seu atendimento”, argumentou o vereador.
Participação municipal no licenciamento ambiental do Projeto Alemão
Na sequência, Alex Ohana apresentou o Requerimento nº 448/2026, questionando o prefeito Aurélio Goiano e os gestores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semma) e da Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia (Semmect) sobre a atuação da prefeitura no licenciamento ambiental do Projeto Alemão - mina subterrânea de cobre e ouro da Vale na Floresta Nacional de Carajás, em território de Parauapebas.
O vereador que saber qual tem sido a participação efetiva do município nos processos de licenciamento ambiental do projeto, bem como quais estudos e medidas preventivas estão sendo adotados para mensurar e mitigar os reflexos do empreendimento na infraestrutura urbana, no território e na prestação dos serviços públicos locais.
Ohana alerta que, apesar do licenciamento ser de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é sobre a Parauapebas que recairão os efeitos da obra e da operação. “O aumento do tráfego pesado nas vias de acesso e no trajeto até o terminal de concentrado; a pressão sobre os serviços de saúde, educação, assistência social e segurança com a chegada de trabalhadores na fase de implantação; a demanda por moradia; e a necessidade de preparar a mão de obra e os fornecedores locais para as oportunidades geradas”, listou o parlamentar.
Fluxo de atendimento no HGP e sobrecarga na UBS Cidade Nova
Por fim, no Requerimento nº 449/2026, Alex Ohana foca na dinâmica de atendimento do pronto-socorro do Hospital Geral de Parauapebas (HGP) e sua relação com a rede básica.
Na matéria, o vereador questiona à Semsa quais os critérios que regem o fluxo de acesso ao pronto-socorro do HGP e os encaminhamentos de pacientes dessa unidade de alta complexidade para a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Cidade Nova, localizada em frente ao hospital. Ele aponta que a prática tem gerado uma intensa sobrecarga na referida UBS, comprometendo a capacidade de atendimento da unidade e prejudicando tanto os profissionais quanto a população que busca os serviços de atenção primária no bairro.
“O prejuízo é duplo: a UBS perde capacidade para as ações que lhe são próprias — como consultas programadas, pré-natal, puericultura e acompanhamento de doentes crônicos —, e corre-se o risco de o município custear duas vezes o mesmo atendimento”, alertou.
Encaminhamentos
Os três requerimentos foram aprovados por unanimidade no Plenário e serão formalmente encaminhados para análise e respostas do prefeito e dos gestores das secretarias competentes.
Texto: Nayara Cristina / Foto: Rayandra Lima / AscomLeg 2026
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